Voltando para a cama aos apalpões depois de mijar
Abro as espessas cortinas e sinto um sobressalto
Ao ver as nuvens velozes e a limpidez da lua.
Quatro da manhã: os jardins de sombras agrestes
Sob um céu cavernoso, espicaçado pelo vento.
Há nisto tudo algo que faz rir,
A lua a correr por entre as nuvens ralas
Como fumo de canhão acaba por se destacar(Luz cor de pedra aguça as arestas dos telhados)Elevada, insensata e solitária -Pastilha do amor!
Medalhão da arte!Oh, lobos da memória! Imensidões!
Não,Virado lá para cima sinto um leve arrepio.
Esse olhar tão singularmente duro e claroT
ão amplo, tão fixo e penetrante
Traz à memória a intensidade e a dor
De ser jovem; e recorda que nada disso vai voltar,
Mas existe plenamente, noutro sítio, para outros.S